quarta-feira, 14 de julho de 2010

Nau Catrineta


vede o céu que se curva
no poente em cada dia
inútil o remo ou a vela sobre o rumor cavo do mar
alcança o olhar do gageiro
em silêncio o horizonte

contemos a raiva a fome o espanto
os sonhos numa ave que se afasta
um albatroz
o peixe raro voador cinzento morte alada
desta nau deste mistério

Pedro Saborino

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