quarta-feira, 14 de julho de 2010

poema breve

há um vento parado neste espaço
uma luz que se desprende molda e refaz
o caminho
vemos até ao fim o dia esplendoroso
que os nossos dedos retecem
quase podíamos tocar o interior dessa memória
como uma víscera
um ruído sanguíneo
ou talvez nada

Pedro Saborino

Nenhum comentário:

Postar um comentário