sábado, 19 de novembro de 2011

Carreira 28







viajo através de ti
cidade
reclinada junto ao rio que te cresce por dentro numa invenção dos movimentos do amor
descrevo-te
sentado no cavalo amarelo e abrem-se recantos
descubro-te as vozes da manhã em praças pequenas rodeadas de janelas com roupa vasos flores grades ferrugentas escadarias de pedra miradouros da luz
gente de distantes lugares
vinda em barcos ancorados no porto fluvial
na esperança adiada do dia maior
da flor
do encanto
do azul




sei que te amo cidade
desesperadamente



mas nesta viagem
sei também que morro contigo

Um comentário:

  1. Boa tarde, Daniel:

    Quando decide colocar em livro os seus poemas ?
    Para prazer dos sentidos e alegria da alma de quem os lê / ler.

    Júlia

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