domingo, 22 de novembro de 2009

Do real



Do real

(…) Aprendi que o real é um nó que se desata no ponto rigoroso em que uma cena fulgor se enrola e se levanta.
Maria Gabriela Llansol, Lisboaleipzig , 1994)

sempre ali estiveram, na dobra dos dias
mas apenas as revelámos nas palavras
por vezes de forma mortal decidindo a imagem
ou o sentido da imagem no seu interior
sem que ela se revelasse por si mesma ao nosso olhar

de modo que a geração das palavras
com que as nomeávamos, ou lhes definíamos a curva,
continuamente se insinuava entre nós
e o tempo
num devir absoluto

Novembro de 2009

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