sábado, 9 de maio de 2009

Investigação do cancro






A notícia veiculada pelo Expresso do investimento de dois milhões de euros doados pela Fundação Champalimaud para um projecto de investigação na área do cancro em parceria com três centros norte-americanos de reconhecida importância, vem chamar a atenção para a necessidade premente de incentivar em Portugal essa área científica.


A Dra. Leonor Beleza , Presidente da Fundação , refere o défice existente em Portugal e nos outros países da União Europeia em estudos sobre o cancro, particularmente na área clínica.

É um facto . Mas não pode deixar de referir-se o extraordinário trabalho que tem sido efectuado em Portugal , nas condições que se conhecem , quer em centros hospitalares, quer em centros universitários, muitos deles distinguidos internacionalmente. A produção científica portuguesa na área da investigação oncológica, traduzida em número e qualidade de trabalhos publicados em revistas qualificadas e indexadas, bem como o número de citações produzidas, não falando já nas comunicações em reuniões internacionais , é comparativamente com outros países europeus , notável. Sobretudo se tivermos em conta o número restrito de investigadores e de centros de investigação do cancro em Portugal.


Neste sentido é particularmente importante a notícia ( aliás já bem conhecida no círculo da investigação nacional e internacional ) da abertura e início de actividade em 2010 do maior centro mundial dedicado em exclusivo à investigação, prevenção e tratamento das metástases.


Dotado de uma dimensão invulgar e de uma localização privilegiada , em Lisboa junto ao Tejo, este novo centro vai constituir uma referência mundial, até pelo tipo de investigação monotemática que vai aí ser efectuada e necessariamente pela importância clínica da mesma uma vez que a metastização é um passo crítico da progressão tumoral. Centralizar esta actividade científica em Portugal denota uma grande visão de futuro e um grande respeito por todos os que em Portugal se dedicam à investigação a ao tratamento do cancro.

Sobretudo num momento em que a conjuntura determinou uma drástica redução de fundos para a investigação.

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